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Inscrições abertas, 7ª edição workshop Traumatic Incident Reduction
Terça, 26 Setembro 2017 15:16

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9 anos de trabalho Psicossocial
Terça, 26 Setembro 2017 12:11
 key mental health   Setembro assinala-se enquanto mês de prevenção do suicídio e no início de Outubro celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental. 
 
Neste âmbito, o gabinete Psicossocial da Cruz Vermelha Portuguesa considera importante sublinhar estas datas de referência, bem como o dia 21 de Setembro, data de início de todo o ciclo de formação sobre psicotraumatologia nesta Instituição.
 
Já decorreram 9 anos desde que se realizou a primeira formação neste domínio, na Escola de Socorrismo. Desde então, o número de pessoas com várias formações nesta área ronda as 300. Com estes resultados, o gabinete Psicossocial congratula-se pelo trabalho já desenvolvido e reconhece aqui um factor de motivação para continuar esta missão meritória.
 
Neste momento, este gabinete deixa ainda o seu agradecimento a todos quantos têm reconhecido a importância da capacitação dos técnicos, que estarão por esta via a intervir com mais qualidade junto da comunidade.
 
 
Mais uma bem sucedida formação Intervenção Psicossocial em Crise
Quinta, 14 Setembro 2017 14:56
 formacao psi1   Esta foi a segunda edição deste tipo de formação organizada pelo gabinete Psicossocial da Cruz Vermelha Portuguesa e dinamizada pelo psicólogo Bruno Brito.

Por ter uma vertente prática acentuada, o local da formação foi o Centro Humanitário do Estuário do Tejo – pelas condições físicas que permitiram a prática de um-para-um, mas também um exercício final que envolveu de forma bastante activa os formandos.

A Rede de Estruturas Locais CVP ficou assim mais capacitada para a intervenção psicossocial em situações de excepção, nomeadamente: os Centros Humanitários do Estuário do Tejo, do Oeste Norte, de Évora, do Baixo Mondego; e as Estruturas Locais de Porto/Matosinhos, Estremoz, Elvas, Marinhas, Frazão e a própria Sede Nacional.

Capacitar a comunidade e a Rede CVP, em momentos de normalidade, para melhor intervir em fases de emergência, torna-se um objectivo significativo a cumprir – tanto para melhor proteger quem está na primeira linha do suporte e intervenção comunitária, como para que a própria sociedade civil receba apoio especializado e diferenciado nos momentos de maior vulnerabilidade.

A intervenção psicossocial em crise deve ser devidamente enquadrada em sistemas e planos de emergência, acidente grave e catástrofe. Não devem surgir iniciativas isoladas ou desassociadas de qualquer rede de apoio previamente instituídas e legitimada para esse efeito – daí a importância da CVP promover esta e outras formações no domínio da psicotraumatologia.

A terceira edição desta formação realizar-se-á em data a anunciar brevemente.

 
Incêndios florestais, actualização sobre operações
Quinta, 14 Setembro 2017 09:50
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Relatório Emergência

INCÊNDIOS FLORESTAIS

 

Actualização

17/06 - 31/08, 2017

Face ao conjunto de incêndios florestais (mais de 7.800) que se iniciou no passado dia 17 de junho de 2017, já classificado de catástrofe natural, a Cruz Vermelha Portuguesa está desde o início a cooperar com os restantes agentes de Protecção Civil em 19 fogos florestais, nomeadamente, em Pedrógão Grande/Góis, Mangualde, Setúbal, Fundão, Sertã, Tábua, Carvalhal, Mealhada, Tentúgal, Senhor da Serra/Coimbra, Semide/Coimbra, Tomar/Serra, Ferreira de Zêzere, Vila de Rei, Mação, Gavião, Fernão Joanes/Guarda, Sertã/Castelo Branco e Oleiros/Castelo Branco.

Numa primeira fase desta emergência a resposta da CVP consistiu no reforço de meios de emergência ao INEM/CODU, na localidade ou concelho afectados, colmatando a falta de meios locais na área da emergência pré-hospitalar por estes estarem empenhados no combate aos fogos.

A segunda fase foi a resposta da CVP como Agrupamento Humanitário no âmbito do SIPOS - Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro. Este apoio resultou nas seguintes principais valências:

    • Equipas de Socorro e Transporte
      • Na emergência pré-hospitalar, na evacuação primária e/ou secundária em ambulâncias de emergência;
      • Na evacuação de pessoas das aldeias, em viaturas de 9 lugares;
      • Na montagem de PMA’s – Posto Médico Avançado para a triagem e estabilização de doentes.
    • Equipas Psicossocial na identificação, triagem e prestação de primeiros socorros psicológicos às pessoas deslocadas para os centros de apoio;
    • Equipas de Apoio Logístico no levantamento, armazenamento e distribuição de alimentos, águas, roupas e máscaras à população;
    • Equipas de Apoio à Sobrevivência na montagem de zonas de descanso para apoio ao efectivo CVP e à população desalojada ou deslocada;
    • Posto Comando no comando e controlo das operações e na garantia das comunicações. 

Números das operações de emergência CVP

Mobilização

  • Mais de 55 estruturas locais envolvidas;
  • 263 viaturas: ambulâncias e carros logísticos;
  • 3 Posto Médico Avançado;
  • 2 carros para gestão mortuária + 200 sacos mortuários;
  • Mais de 840 voluntários e funcionários.

Acção

  • 185 emergências CODU;
  • 80 assistências em PMA;
  • 446 apoios psicológicos;
  • Mais de 560 evacuações das aldeias;
  • Mais de 900 apoios logísticos.

Na terceira fase da emergência, da recuperação e retorno à normalidade, a CVP continua presente no terreno, trabalhando desde o dia 26 de julho em parceria com os municípios de Pedrógão Grande e de Figueiró dos Vinhos, e também com a Coordenadora de Saúde Mental.

Neste âmbito, tem sido prestado, de forma organizada e integrada, apoio psicológico dois dias por semana a cerca de 35 pessoas. Numa lógica de proximidade, as equipas da CVP deslocam-se até junto das pessoas sinalizadas pelas autarquias, que vivem em locais mais isolados e que, por razões de mobilidade reduzida ou falta de recursos, não conseguem dirigir-se até à Unidade de Saúde Familiar.

Após os primeiros socorros psicológicos prestados durante a catástrofe, o foco agora está na psico-educação destas, ensinando-lhes as competências e as ferramentas necessárias para saberem lidar com o trauma (e com a partida dos familiares emigrantes), gerir o stress pós-traumático, reconhecer e saber o que fazer com os sintomas que normalmente advêm de uma situação deste tipo (insónias, falta de apetite, falta de empatia com as pessoas que querem ajudar e problemas com a exposição directa ao cenário queimado e cinzento).

O apoio a pessoas isoladas, sobretudo idosas e dependentes, tem sido também uma prioridade da CVP, prevendo-se instalar 100 equipamentos de Teleassistência. Este serviço funciona 24 horas por dias, 365 dias por ano e garante um pronto auxílio em situações de urgência, emergência e solidão.

Além disto está ainda prevista a prestação de cuidados primários de saúde e o apoio logístico com a distribuição de vestuário e alimentos, quando estes serviços forem necessários.

Tendo em conta as implicações e as variáveis inerentes, a Cruz Vermelha disponibilizou-se também para oferecer os seus serviços de apoio domiciliário e médico em casa.

Finalmente, no âmbito do Fundo REVITA, a CVP será a entidade parceira responsável pela Coordenação Logística de Apetrechamento de Habitações, colaborando na análise dos requerimentos apresentados, identificando e mapeando necessidades, articulando com os doadores e potenciais doadores, planeando a logística das operações de apetrechamento, e as demais tarefas que se revelem necessárias para o sucesso desta missão, em estreita colaboração com os demais operadores e instituições envolvidas.

A instituição alerta ainda para as consequências e impactos na natureza destes incêndios florestais, como a perda da biodiversidade e a erosão dos solos, que, com a chegada das chuvas, poderá provocar situações preocupantes.

Neste contexto, a Cruz Vermelha salienta a importância da prevenção, com foco na educação e sensibilização da comunidade.


Fundo de Emergência da CVP para catástrofes – angariação de donativos

Para garantir a eficácia e a rapidez da sua resposta de emergência a esta catástrofe, a CVP activou desde logo o seu Fundo de Emergência.

Este Fundo é uma reserva de recursos financeiros sem afectação especial que está disponível para financiar a resposta de emergência a catástrofes, desastres e a outras situações excepcionais, permitindo levar os recursos e a ajuda necessária, de forma rápida e eficiente, junto das pessoas que têm a sua a vida, saúde ou dignidade ameaçadas.

Da disponibilidade e da capacidade deste fundo podem depender milhares de vidas, sendo vital que este dispositivo de urgência esteja preparado de forma permanente.

Assim, e em simultâneo com a resposta de emergência CVP, apelou-se à solidariedade da sociedade em geral para o reforço do Fundo de Emergência através de donativos.

Com o contributo de particulares, empresas, associações, bancos e outras organizações, foram angariados cerca de 455 mil euros.

A Cruz Vermelha Portuguesa agradece toda a solidariedade e voluntarismo demonstrados no apoio das suas operações.

 
Pedrógão Grande instala Teleassistência Domiciliária da Cruz Vermelha para idosos
Terça, 12 Setembro 2017 09:49
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Através da Cruz Vermelha Portuguesa, o município de Pedrógão Grande está a instalar um Serviço de Teleassistência Domiciliária para a população mais idosa e isolada deste concelho.

Segundo esta autarquia "O serviço é uma resposta social que pretende assegurar melhor qualidade de vida a todos os munícipes que, independentemente da idade, vivam isolados, tenham mobilidade reduzida, passem grande parte do dia ou noite sozinhos, ou se encontrem numa situação de fragilidade social ou emocional após o incêndio de 17 de Junho de 2017".

Tendo em conta o Plano de Acção e na sequência das visitas técnicas da Cruz Vermelha, foram já entregues e instalados 13 equipamentos, prevendo-se a instalação de mais 15 até ao final deste mês.

Esta parceria tem como objectivo instalar e activar mais equipamentos, de forma gradual, devido às distâncias geográficas e porque alguma da população identificada aguarda opinião de familiares.

O acordo prevê que a equipa de apoio social e teleassistência da delegação de Coimbra da Cruz Vermelha Portuguesa, acompanhada da GNR, se desloque semanalmente às freguesias daquele concelho para visitas e instalação de equipamentos.

O Serviço de Teleassistência Domiciliária da Cruz Vermelha é um sistema de segurança que funciona 24 horas por dia/365 dias por ano. Através de uma central receptora de alarmes e mediante a situação, este serviço encaminha a solicitação para a entidade competente, seja bombeiros, INEM, PSP, Centro de Saúde ou mesmo familiares.

Para isto, basta o utilizador carregar no botão de alarme para entrar em contacto com uma operadora e, caso não consiga falar, será accionada imediatamente a rede de apoio, que é constituída por familiares, instituições ou pessoas de confiança.

O equipamento e instalação estão a ser feitos gratuitamente durante um ano, tendo para isso a Cruz Vermelha Portuguesa disponibilizado 100 aparelhos para a região.

 
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